quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Rádio e o 25 de Abril

A Rádio portuguesa teve neste dia o seu momento alto, sem a colaboração da rádio era possível que o regime ainda durasse mais algum tempo e o país continuasse mergulhado na “longa noite da ditadura”.

A colaboração entre revoltosos e a rádio começa muito antes do dia 25 de Abril de 1974. Os contactos são feitos entre militares e jornalistas de várias emissoras, preparando-se tudo para que a revolução resultasse. Cinco minutos antes das 23h, do dia 24 de Abril de 1974, na rádio Alfabeta dos Emissores Associados de Lisboa, o locutor de serviço - João Paulo Dinis - "lançou" a música "E depois do adeus" de Paulo de Carvalho. Era o sinal para as tropas avançarem.

Na Rádio Renascença a gravação do alinhamento, que viria a ser o sinal para o desencadear das operações, foi feita na tarde do dia 24 de Abril, por Leite de Vasconcelos, para ser emitida no Programa «Limite», que era realizado em directo, mas algumas partes eram previamente gravadas. Era numa dessas gravações que estava a «senha» - a primeira quadra da música «Grândola, Vila Morena», de Zeca Afonso. Passavam vinte minutos da meia-noite, quando a gravação foi difundida:


“Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti óh cidade”



Esta segunda senha confirmou a primeira. A partir daqui todo o movimento era irreversível. A Rádio Clube Português é transformado no posto de comando do «Movimento das Forças Armadas», por este motivo a emissora fica conhecida como a "Emissora da Liberdade".

Aos Microfones da Rádio Clube Português, Joaquim Furtado lê o primeiro comunicado às 04h26:

«Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma.
Esperando sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos ao bom senso do comando das forças militares no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas.
Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais, que enlutariam e criariam divisões entre portugueses, o que há que evitar a todo o custo.
Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua ocorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração, o que se deseja sinceramente desnecessária.»

História da Rádio em Portugal

Tal como ia acontecendo por todo o mundo, também em Portugal começava a surgir a febre da rádio. Muitas eram as pessoas que tentaram construir as suas próprias emissoras de rádio, mas a primeira estação emissora nacional profissional, surge em Outubro de 1925 de nome, CT1 AA, por intermédio de Abílio Nunes dos Santos. O seu projecto foi prosseguido e desenvolvido por um outro homem Américo dos Santos que fundou então a primeira rádio, a Rádio Graça, em Lisboa. Em Maio de 1930, viria a surgir a primeira rádio no norte do país, a Rádio Sonora. Posteriormente, durante a primeira metade da década 30 vão aparecendo um pouco por todo o país várias estações de rádio que por esta altura colocavam no ar programas de informação, música e as chamadas radionovelas. No entanto, a história da rádio em Portugal fica também marcada em 1975 pela integração de várias rádios no grupo RDP (Radiodifusão Portuguesa), o que originou a que, as rádios que não foram integradas neste grupo acabassem por fechar por falta de ouvintes. Com esta integração, durante alguns anos, não foi permitido aparecer novas estações de rádio de âmbito privado, o que levou ao surgimento em 1984 das primeiras emissoras clandestinas, as chamadas " Rádios pirata". Nos finais do ano de 1988 o governo trava a expansão destas rádios obrigando-as a fechar. Com o intuito de legalizar algumas rádios pirata surge no início de 1989 a nova lei da rádio, que permitiu às rádios piratas com melhores condições e equipamentos continuar as suas emissões normais.
De facto a rádio não foi fruto do trabalho de um homem só, mas de muitos dedicados homens de ciência. Justiça se faça a todos que a merecem...e não a um só homem.

História da Rádio

Os primeiros passos para a descoberta da rádio começaram a ser dados em 1863 quando em Cambridge – Inglaterra, James Clerck Maxwell demonstrou teoricamente a provável existência das ondas electromagnéticas unificando toda a teoria de Faraday, Lorentz, Gauss e Ampere.
Maxwell era professor de física experimental, morreu e deixou apenas comprovada matematicamente esta teoria, sem a poder comprovar experimentalmente. A partir desta descoberta outros cientistas se interessaram pelo assunto. Entre estes pesquisadores destacaram-se alguns, um deles foi Henrich Rudolph Hertz, um jovem estudante alemão que impressionado com a teoria de Maxwell, construiu um aparelho em 1887 onde se verificava a deslocação de faíscas através do ar, assim Hertz conseguiu passar energia eléctrica entre dois pontos sem utilizar fios. Este aparelho produzia correntes alternadas de período extremamente curto, que variavam rapidamente. Com esta experiência Hertz provou experimentalmente a teoria de Maxwell que a electricidade viaja através da atmosfera em forma de onda mas não se apercebeu das vantagens desta experiência.
As ondas descobertas são as ondas de rádio que também são chamadas de "Ondas Hertzianas" em homenagem a seu descobridor. Hertz verificou ainda que, essas ondas se deslocavam à velocidade da luz, cerca de 300 000 km/s.
No entanto, o primeiro sistema de rádio surge por intermédio de Nikola Tesla, um cientista nascido na Sérvia, que mais contribuiu do ponto de vista prático e experimental para a descoberta do rádio.
Em 1895, o italiano Guglielmo Marconi teve conhecimento das espantosas descobertas de Hertz e do sistema de rádio inventado por Nikola Tesla. Marconi chega a falar com Tesla para pedir-lhe detalhes sobre a construção do sistema de rádio, para assim, o tornar a construir e registar a invenção como sendo sua, mas Tesla já o tinha registado antes (no entanto, existem algumas dúvidas até aos dias de hoje sobre qual destes dois cientistas inventou o rádio). Em 1896, Marconi demonstra o funcionamento dos seus aparelhos de emissão e recepção de sinais na própria Inglaterra e foi nesta altura que percebeu a importância comercial da telegrafia sem fios. Marconi foi o primeiro homem a enviar uma mensagem para o outro lado do oceano e devido à sua actividade e negócio, ele contribuiu para que a rádio se desenvolvesse, criando até a primeira companhia de rádio.
Com o objectivo de melhorar o que foi descoberto até então, surgiram outros cientistas como o Oliver Lodge (Inglaterra) e Ernest Branly (França) que inventaram o "coesor", um dispositivo que melhorava a detecção das ondas. Não se imaginava, até então, a possibilidade do rádio transmitir a voz do ser humano, através do espaço.
No mesmo ano Oliver Lodge inventou o circuito eléctrico sintonizado, que possibilitava a mudança de estação seleccionando a frequência desejada.
Tesla e Marconi tenham feito grandes progressos, a transmissão de sons só foi possível com o aparecimento da válvula de três elementos (tríodo), constituída por uma grelha, placa e filamento, desenvolvida em 1906 por Lee de Forest, um americano. Com o aparecimento desta válvula destacaram-se mais dois homens, o alemão Von Lieben e o americano Armstrong que utilizaram a válvula para amplificar e produzir ondas electromagnéticas de forma contínua.
Esta descoberta da válvula e a sua utilização levou ao estabelecimento de uma ligação radiotelefónica transcontinental, da Virgínia (EUA) para Paris. O desenvolvimento comercial da rádio foi, após esta fase inicial, muito rápido. Nos estados Unidos da América assiste-se a várias tentativas de emissão tanto comercial como amadora. Em 1920 surge a primeira emissora norte-americana de que há registo, de nome K. D. K. A. A partir daqui assistiu-se a uma grande "explosão" de emissoras de rádio e empresas de fabrico de receptores de rádio utilizando válvulas.
Com invenção do transístor em 1947 tornou-se possível construir rádios mais pequenos. De uns anos para cá, já existem rádios com leitores de cassete e leitores de CD. Hoje em dia, é possível ouvir rádio no computador através de uma ligação à Internet.

Sistemas de Rádio

A comunicação é um aspecto fundamental em todas as sociedades. Hoje em dia, existem vários tipos de sistemas de comunicação, entre eles o sistema de comunicação via rádio. Este sistema transmite informação de um lugar para outro através das ondas de rádio. Como em qualquer outro sistema de comunicação, neste também existem três entidades fundamentais, um transmissor, um receptor e um canal de transmissão.


Transmissão:


O princípio de funcionamento básico de um transmissor FM pode ser demonstrado pelo seguinte diagrama de blocos:


Microfone:
É um elemento electromecânico, que quando sofre diferenças de pressão provocadas pela voz humana, converte-as em ondas electromagnéticas com uma frequência possível de ser ouvida pelo ser humano (sinal de frequência de áudio).



Amplificador frequência de áudio (AF):



Dispositivo que tem como função, aumentar a amplitude do sinal de frequência de áudio das ondas electromagnéticas produzidas no microfone.



Modulador:
Dispositivo onde se efectua o processo de modulação.


Oscilador:
Elemento do transmissor, responsável pela geração de uma onda sinusoidal (portadora) a uma frequência escolhida, necessária para se efectuar a modulação.


Amplificador de rádio frequência (RF):
Este dispositivo tem como função, aumentar a amplitude do sinal de rádio frequência produzido pela modulação, conservando a frequência, para assim poder ser enviado através do canal de comunicação pela antena.


Antena
É o dispositivo condutor que emite para o espaço as ondas electromagnéticas geradas no emissor ou que recebe do espaço essas ondas destinadas ao receptor. A forma geométrica que uma antena pode apresentar depende, essencialmente, do comprimento de onda das ondas que ela emite ou recebe.


Modulação:
Processo utilizado para permitir que ondas de rádio possam transportar a informação em frequência de áudio (voz e música). Este processo pode ser visto como sendo um sistema que recebe dois sinais de entrada e produz um sinal de saída. Uma destas entradas é o sinal de informação que é gerado por exemplo pelo microfone (sinal de frequência de áudio), a esta entrada dá-se o nome de sinal modulante, a outra entrada é um sinal apropriado para se fazer a transmissão pelo canal de comunicação (ar), entrada essa que tem como função transportar a informação a ser transmitida, sendo por isso conhecida como sinal de portadora. Ao sinal de saída é dá-se o nome de sinal modulado (sinal de rádio frequência).




Desmodulador:
É o elemento que executa o processo inverso da modulação, ou seja, elimina a onda portadora do sinal modulado, a fim de extrair o sinal modulante, que é o sinal que contêm a informação a ser transmitida.
Altifalante:
É um dispositivo que transforma as ondas electromagnéticas em vibrações que provocam diferentes pressões no ar que se encontra à sua volta, reproduzindo o sinal original contendo a informação. Essas diferenças de pressão são interpretadas pelos nossos ouvidos como sendo o som que ouvimos.

Guião do programa sobre os Dealema

Dealema

A melhor imagem do Hip-Hop português


Música: “A Cena toda”
→ Colectivo de Hip-Hop formado em 1996 por: mc´s- Maze, Mundo, Fuse, Ex-peao e Dj-Guze.

Música: “Quem fui, quem sou”
→ Exemplo de resistência do underground nacional, os Dealema estiveram durante 7 anos sem álbum próprio, editado contudo a maqueta "expresso do submundo" gravada em 96 que correu Portugal de mão em mão causando sem dúvida a diferença do que era ate então rimar em português!

Música: “A fundação”
→ Começaram a sua carreira com o apoio dos Mind da Gap e com estes mantêm uma estreita ligação participando em conjunto quer em concertos quer em disco. As duas bandas são as principais representantes do movimento Hip-Hop na zona Norte, pela tenacidade e audácia das suas músicas, mas também pelo rol de iniciativas que promovem e organizam.

Música: “Cavaleiros do apocalipse”
→ Sempre num perfil maduro e mais instrutivo este colectivo marcou sem margem de dúvida as raízes do movimento gaia/porto e não só.

Musica: “3650 dias”
→ Já em 2003 e com um número considerável de apoiantes, os Dealema editam o seu 1º trabalho profissional com o nome da banda e com as condições necessárias que procuravam ate então.

Música: “Tu és o assassino”
→ Apostaram na produção dos seus próprios álbuns para poderem escrever músicas nas quais acreditam e manterem-se fiéis a si mesmos.

Música: “Portugal Surreal”
→ Com um rap corrosivo e interventivo, os Dealema retomam a essência do Rap, um modo de comunicar através da música, de resolver conflitos de forma verbal em vez de os resolver violentamente, mas acima de tudo uma forma de estar na vida.

Música: “V Império”
→ O último álbum, “V Império”, enaltece e exacerba a possibilidade de se erguer um império baseado em valores morais, espirituais e culturais, em vez dos impérios clássicos quase sempre obtidos graças à barbárie.

Música: “Sala 101”
→ Citações para quê? As músicas falam por si!

Música: “Tributo”


Análise do programa de rádio “Mais vale pedir”

No âmbito da disciplina de área de projecto, sendo o tema do nosso trabalho “A Rádio”, decidimos analisar um programa radiofónico, a nossa escolha recaiu sobre o “Mais vale pedir”.
Este programa é emitido semanalmente de segunda a sexta-feira entre as 20:00 e as 21:00 horas na rádio Geice e é apresentado por Luís Teixeira e ocasionalmente por Pedro Xavier.
Na análise feita por nós entre os dias 11 e 15 de Maio de 2009 podemos concluir que este programa é dedicado a um público-alvo de uma faixa etária média/alta do sexo masculino e feminino. O “Mais vale pedir” é um programa de discos pedidos, para o qual ligam pessoas dos mais variados locais. Principalmente das freguesias do distrito de Viana do Castelo (Darque, Meadela, Chafé…), de outros pontos do Norte de Portugal (Esposende, Barcelos, Porto…) e também do estrangeiro, de países como a Suiça e a França, nações que contam com uma enorme comunidade Portuguesa, que tem a possibilidade de acompanhar o programa através da emissão on-line da Rádio Geice.
Cerca de 80% dos ouvintes deste programa, participam em directo mais do que uma vez por semana, criando-se uma enorme relação de familiaridade entre o locutor e os ouvintes e entre estes entre si.
Os auditores que entram em directo no programa, dedicam músicas essencialmente a outros ouvintes, a amigos, a familiares, aos locutores, e no caso dos ouvintes “estrangeiros” aos Portugueses espalhados pelos quatro cantos do planeta. Nestas dedicatórias, aproveitam para desejar os parabéns (aniversário, casamento…), a rápida recuperação de uma doença, ou para informar, como quando Quim Barreiros actuou na Queima das Fitas, um ouvinte dedicou uma música deste artista e aproveitou para informar que ele actuava nesse dia (14/05/2009) em Viana do Castelo.
As músicas escolhidas pelos ouvintes são essencialmente de cantores de música popular Portuguesa (Fernando Santana, Emanuel, Augusto Canário…) porém também á espaço para ritmos mais urbanos como o Hip Hop (Boss Ac, Da Weasel, Sam the Kid…) para o Rock (Xutos e Pontapés, Rui Veloso, Beatles…) e para o Pop (Jason Mraz, Coldplay, Nelly Furtado…).

Conclusões dos Inquéritos realizados à comunidade escolar

No contexto da concessão do nosso projecto, utilizamos como técnica de investigação o inquérito. Nele pretendíamos saber que importância tem a Rádio para a população jovem da nossa escola, se os inquiridos consideram que a rádio trás benefícios para a sociedade, se ouvem ou não rádio, qual a estação de rádio que os jovens ouvem tanto a nível regional como nacional, se conhecem os nomes dos locutores das rádios, entre outras.
Inicialmente, pensávamos que actualmente os jovens apenas se prendiam aos novos meios de comunicação como a televisão e a internet, até porque a nossa geração é chamada pela “Geração I-pod” pois apenas têm um aparelho electrónico como o mp3, o i-pod, ou até o telemóvel, e descarregam para lá as músicas do momento que mais lhe agradam. No entanto, com a realização destes inquéritos, ficamos a saber que, ao contrário do que pensamos, esta situação não se verifica.
Foram realizados na totalidade 90 inquéritos, estando estes distribuídos por alunos do 10º, 11º e 12º ano. No entanto, e devido a incoerências de respostas, fomos obrigados a anular na totalidade três deles. A idade dos inquiridos variou entre os 15 e os 20 anos, tendo uma grande percentagem de inquiridos 17 anos. Podemos ainda dizer que cerca de 68% dos inquiridos eram do sexo feminino.
A primeira pergunta do nosso inquérito foi: “Para mim a rádio é…”. Nesta questão demos hipóteses de resposta e pedimos aos inquiridos para numerarem as respostas consoante o grau de importância, sendo o 1 mais importante e o 4/5 menos importante. Concluímos que, 53% dos inquiridos acham que a rádio é, em primeiro lugar, um modo de entretenimento, e em último lugar, cerca de 35% dos inquiridos, consideram que a rádio é uma fonte de informação. Outras opções que colocamos como resposta à pergunta e que ficaram então em segundo e terceiro lugar de importância, foram: um meio de comunicação e uma companhia para os seus ouvintes. Nesta questão fomos obrigados a anular 16 perguntas visto que não nos responderam à pergunta colocada.
Na segunda questão perguntamos: “Na tua opinião a rádio tem algum benefício para a sociedade?”. Cerca de 92% dos inquiridos respondeu que sim e 8% que não. Após a resposta a esta questão, e caso os inquiridos tenham respondido que sim, quisemos saber quais os benefícios que na opinião dos inquiridos a rádio poderia trazer para a sociedade. Para isso utilizamos o mesmo sistema da pergunta 1. Demos quatro hipóteses e os alunos teriam de assinalar o benefício mais importante com o número 1 e o menos importante com o número 2. Concluímos então que: cerca de 43% dos inquiridos considera que o benefício mais importante para a sociedade é a necessidade de divulgação de informação e 33% considera que o benefício menos importante é a rádio como companhia para os ouvintes. Outras opções que colocamos e que se encontram então em segundo e terceiro lugar foram: “A recepção de informação através deste é fácil e precisa” e “É de fácil acesso para pessoas com deficiências visuais”. Nesta questão tivemos uma única resposta à opção “outra”, nesta dizia-nos que o benefício mais importante que a rádio tem na sociedade é de ser a custo zero. No entanto, e com o apoio da pesquisa pelo grupo realizada, sabemos que tal situação não é verdadeira pois todos nós pagamos uma taxa nas nossas contas que serve para pagar a rádio mesmo que não desfrutemos dela. Tal como em outras questões fomos obrigados a anular 6 respostas.
Na terceira questão quisemos saber com que frequência os jovens da nossa escola ouvem rádio. Concluímos que: 41% dos inquiridos, como maioria, ouvem todos os dias rádio; 21% ouve a maior parte dos dias da semana; 32% dos inquiridos afirma ouvir às vezes/raramente rádio; e, apenas cerca de 5% dos inquiridos diz que não é ouvinte de rádio, isto é nunca ouve rádio.
Na quarta questão perguntamos aos inquiridos em que locais ouvem rádio com mais frequência. Concluímos que: aproximadamente 29% dos inquiridos ouve rádio com mais frequência em casa; 53%, grande maioria, ouve rádio mais frequentemente nos transportes (autocarro, carro, comboio); e, por fim, 3% diz que ouve rádio na rua. Nesta questão, cerca de 15% dos inquéritos foram anulados devido a incoerência de resposta e/ou por não terem respondido à questão colocada.
Na quinta questão pretendíamos saber que programas são mais ouvidos e apreciados pelos jovens. Nesta pergunta pedimos aos inquiridos que assinalassem duas opções das colocadas por nós. Tais respostas corresponderam ao que por nós era esperado. Isto porque: aproximadamente 73% das respostas foram direccionadas para os programas musicais; 16% para os desportivos; 30% para os programas de entretenimento; e, por ultimo, 20% das respostas direccionadas para os programas informativos. Pelos mesmos motivos dados nas outras questões, fomos obrigados a anular 25 respostas.
Na sexta questão perguntamos: “Que meio preferes utilizar para ouvir as emissões de rádio?”. As respostas a esta questão foram surpreendentes, pois nenhum de nós esperava que: 52% dos inquiridos preferem o receptor de rádio clássico; aproximadamente 15% prefere ouvir rádio no mp3; cerca de 7% prefere a internet como meio para ouvir rádio; e por volta de 6% prefere ouvir rádio no telemóvel. Foram também aqui anuladas respostas, neste caso cerca de 20% das respostas totais.
Na sétima pergunta por nós colocada, quisemos saber qual a rádio preferida a nível nacional por os nossos inquiridos. Concluímos que: 34% das preferências vão para a RFM; 9% para a Cidade FM; 8% para a Rádio Comercial; 3% igualmente para a TSF e para a Antena 3; cerca de 2% igualmente para a Rádio Clube Português e a Antena 1; e aproximadamente 1% igualmente para Antena 2, 9.3.5 e Nova Era. Nesta questão anulamos 29 respostas, principalmente pelo facto de na opção “outro” nos responderem com nomes de rádios regionais.
Na oitava questão pretendíamos saber se os inquiridos os locutores das rádios nacionais, para isso perguntamos qual era o locutor favorito a nível nacional. Nesta questão apenas 37 dos 87 dos inquiridos nos responderam. Entre as respostas dadas encontramos nomes como: José Coimbra, Carla Rocha, Nuno Markl, Fernando Alvim, Joana Azevedo, Pedro Marques, Joana Cruz, Ana Galvão, entre outros.
Na nona pergunta tínhamos por objectivo saber qual a rádio regional preferida dos nossos inquiridos. Concluímos então que: 63% dos inquiridos prefere a Rádio Caminha; aproximadamente 14% a Rádio Geice; cerca de 3% prefere a Rádio Popular Afifense; 9% prefere ouvir a Rádio Alto Minho; e, apenas 2% tem como preferência a Rádio Voz do Neiva. Nesta questão anulamos 8 respostas. Estas conclusões correspondiam exactamente aquilo que esperávamos.
Por último, na décima pergunta, tínhamos o objectivo, tal como na oitava, saber se os inquiridos conheciam os locutores, no entanto, nesta falávamos dos locutores a nível nacional. Nesta concluímos que os inquiridos não têm muito conhecimento sobre os nomes dos locutores regionais, isto porque apenas 4 inquiridos nos responderam, ficando 83 por responder. Dentro das respostas dadas pelos inquiridos que responderam encontramos: Carlos Laranjeira, Nereides Martins e Rui (Rádio Caminha).
Terminamos assim a análise dos inquéritos por nós realizados. Durante esta etapa encontramos diversas dificuldades como: a falta de tempo, a incompatibilidade dos nossos horários com os horários das turmas dos inquiridos, a falta de cooperação de alguns professores com o nosso trabalho e ainda, já na análise dos inquéritos, as respostas incoerentes por parte dos inquiridos, que nos levou a algumas anulações. Contudo também tivemos algumas facilidades, como por exemplo: a cooperação dos nossos colegas das turmas inquiridas, devido à prontidão destes, a cedência de fotocópias para os inquéritos por parte do Conselho Executivo da nossa escola, ajuda por parte do professor na elaboração do inquérito. Cremos ainda que esta etapa foi positiva, visto que foi realizada nos prazos estipulados e que as tarefas foram divididas sem grandes dificuldades.